Quem nunca teve um bichinho de estimação? Mesmo que de brincadeira, mesmo que na imaginação? Quem nunca vivenciou uma grande amizade? Quem ainda não conheceu alguém apaixonado por livros? Mesmo que ainda não soubesse ler? E quem ainda não cometeu uma falta ou praticou ações indignas de admiração? Entre o sim e o não às […]

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Quando idealizei este livro, me veio logo a imagem de uma bolsa de mulher, inspirada na crônica homônima que eu havia publicado na estreia de minha coluna no jornal OPovo, de Fortaleza. Percebi que as crônicas que eu ia escrevendo e publicando na coluna seguiam, de certa forma, o mesmo princípio de uma bolsa de mulher: primavam pela estética e funcionalidade; pretendiam abarcar anseios e necessidades humanas; continham surpresinhas, coisas cheias de significado e grandeza, outras com pouco sentido ou mesmo supérfluas - nunca se sabe se vão ou não ter serventia... Enfim, atinei que, no bojo de meus textos dominicais, havia uma universalidade caótica, característica da bolsa de mulher. Influenciada pela ideia do livro e por desejo traquinas, resolvi pesquisar o conteúdo das bolsas de mulheres de meu relacionamento.

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