Bolsa de MulherQuando idealizei este livro, me veio logo a imagem de uma bolsa de mulher, inspirada na crônica homônima que eu havia publicado na estreia de minha coluna no jornal OPovo, de Fortaleza. Percebi que as crônicas que eu ia escrevendo e publicando na coluna seguiam, de certa forma, o mesmo princípio de uma bolsa de mulher: primavam pela estética e funcionalidade; pretendiam abarcar anseios e necessidades humanas; continham surpresinhas, coisas cheias de significado e grandeza, outras com pouco sentido ou mesmo supérfluas – nunca se sabe se vão ou não ter serventia…

Enfim, atinei que, no bojo de meus textos dominicais, havia uma universalidade caótica, característica da bolsa de mulher. Influenciada pela ideia do livro e por desejo traquinas, resolvi pesquisar o conteúdo das bolsas de mulheres de meu relacionamento.

A tirar pela minha própria bolsa, onde mantenho uma porção de coisas que considero imprescindíveis, encontrei, com as mulheres que abriram suas bolsas, uma coleção de objetos pitorescos e, claro, essenciais que os homens nem imaginam. Mas agora – que as mulheres me perdoem a indiscrição – ouso revelar neste livro-bolsa.

Por meio de crônicas de todo jeito e para todo gosto, serão descortinados temas palpitantes como amizade, casamento, questões domésticas, morte, ética, comportamento, preconceito, vaidade, visão de futuro, envelhecimento, solidão, dilemas, medos, viagens, escrita, diversidade, saúde, prazeres, perdas, filhos, netos, carências afetivas, tédio,  superstição, maturidade.

Embora, no primeiro instante, se possa supor que o Bolsa de Mulher seja destinado apenas às mulheres, creio que os homens serão igualmente contemplados. Como olheiros privilegiados, disporão de oportunidade singular para apreciar aspectos do suposto universo feminino e, neles, espelhar seus próprios anseios e suas necessidades existenciais que vão balém das questões de gênero.

Assim, torço para que este livro-bolsa faça sentido para você, leitora, e sacie (ou aguce), de uma vez por todas, leitor, sua curiosidade sobre o conteúdo “misterioso” de nossas bolsas e mentes.

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Entrevista com a Autora

4 comentários.

  1. Cláudia disse:

    Parabéns Moninha por suas produções que falam de uma forma simples e inteligente do nosso cotidiano humano! Em Bolsa de Mulher amei a crônica da criança que adora pão com ovo!

  2. Maíra disse:

    Prima, parabéns pelo livro e pelo site!
    Está lindo!

    Beijo

  3. Aldenora disse:

    Li o livro Bolsa de Mulher, amei a cronica que fala do varal de roupas. Muito criativa e inteligente.

  4. Clerton disse:

    Minha crônica favorita é Flores no Troco.

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